Financiamento Imobiliário

Chuvas em Juiz de Fora: Guia de Direitos e Apoio à Moradia para Desabrigados

Se você perdeu sua casa nas chuvas de fevereiro de 2026 em Juiz de Fora, conheça seus direitos: programas habitacionais, FGTS emergencial, benefícios sociais e como dar os primeiros passos.

25 de fevereiro de 20268 min de leitura

Uma tragédia sem precedentes em Juiz de Fora

As chuvas que atingiram Juiz de Fora (MG) a partir de 23 de fevereiro de 2026 deixaram um rastro de destruição que nenhuma família deveria enfrentar. Com 584 milímetros de chuva acumulados em fevereiro — quase quatro vezes a média histórica do mês — a cidade registrou o período mais chuvoso de sua história, resultando em mais de 30 mortes, dezenas de desaparecidos e centenas de famílias desabrigadas.

A Prefeitura de Juiz de Fora decretou calamidade pública, e o Governo Federal reconheceu o estado de calamidade em 24 de fevereiro, desbloqueando recursos de emergência e permitindo o início imediato das ações de assistência humanitária e reconstrução.

Se você está entre as famílias que perderam a casa ou tiveram o imóvel interditado, este guia reúne os principais direitos e programas disponíveis para ajudar você a dar os próximos passos com mais clareza.

1. Registre o ocorrido o quanto antes

Antes de qualquer outra ação, documente a situação do seu imóvel. Fotografe e filme todos os danos, guarde qualquer documento que consiga resgatar (escritura, contrato de aluguel, conta de luz, comprovantes de endereço) e registre a ocorrência na Defesa Civil do município. Esse registro é fundamental para acessar a maioria dos benefícios e programas de reconstrução.

Para famílias que tiveram o imóvel interditado pela Defesa Civil, solicite o laudo de interdição — esse documento comprova oficialmente a perda da moradia e é exigido em vários programas de assistência.

2. Benefícios imediatos disponíveis

Com o decreto de calamidade pública reconhecido pelo Governo Federal, as famílias afetadas têm acesso a uma série de benefícios emergenciais:

  • Auxílio moradia emergencial: a Prefeitura de Juiz de Fora pode oferecer auxílio financeiro temporário para custeio de aluguel enquanto a situação é regularizada. Procure os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) da cidade para verificar disponibilidade e valor.
  • Antecipação de benefícios sociais: famílias beneficiárias do Bolsa Família e outros programas podem ter direito ao adiantamento do pagamento. Consulte o CRAS ou o Ministério do Desenvolvimento Social.
  • FGTS emergencial: o Governo Federal liberou o adiantamento do FGTS para trabalhadores dos municípios em calamidade. Veja as instruções detalhadas no post específico sobre FGTS.
  • Suspensão de parcelas do financiamento: se você tinha financiamento imobiliário ativo com a Caixa ou outro banco e seu imóvel foi diretamente afetado, as parcelas podem ser suspensas por até 180 dias. Contate seu banco imediatamente com o laudo da Defesa Civil.

3. Programa Minha Casa Minha Vida para desabrigados

Famílias que tiveram o imóvel destruído ou definitivamente interditado por calamidade pública têm prioridade de atendimento no programa Minha Casa Minha Vida. Pelo decreto de calamidade reconhecido pelo governo federal, essas famílias podem se enquadrar nas faixas do programa mesmo que a renda ultrapasse os limites habituais.

O Ministério das Cidades trabalha com os municípios afetados para identificar as famílias elegíveis e agilizar o processo de cadastramento. Procure a Secretaria de Habitação de Juiz de Fora ou o CRAS mais próximo para iniciar o cadastro no CadÚnico, que é a porta de entrada para o MCMV.

4. Opções de financiamento para quem precisa reconstruir

Para famílias que não se enquadram nos critérios do MCMV ou que precisam de soluções mais rápidas, o financiamento imobiliário tradicional também pode ser uma saída. Nesse contexto de calamidade, alguns pontos importantes:

  • Portabilidade de crédito: se você tinha financiamento no imóvel destruído, converse com o banco sobre a possibilidade de transferir o crédito para o novo imóvel.
  • Financiamento em novos imóveis: use nosso simulador para comparar as taxas dos principais bancos e encontrar a melhor condição para o seu perfil de renda atual.
  • FGTS como entrada: mesmo quem perdeu tudo pode usar o saldo do FGTS como entrada em um novo financiamento, desde que atenda às regras do fundo.

Onde buscar ajuda agora

Se você está em Juiz de Fora e precisa de orientação presencial, procure:

  • Os abrigos municipais ativos: Escola Municipal Paulo Rogério dos Santos (Monte Castelo), Escola Municipal Murilo Mendes (Alto Grajaú) e Escola Municipal Nilo Camilo Ayupe (Paineiras)
  • Os CRAS (Centros de Referência de Assistência Social) do seu bairro
  • A Defesa Civil municipal para laudo de interdição e registro de ocorrência
  • A Secretaria de Habitação de Juiz de Fora para informações sobre programas habitacionais

A situação é difícil, mas existem caminhos. Conhecer seus direitos é o primeiro passo para reconstruir com mais segurança.

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