Taxas de juros dos bancos para financiamento em 2025

Comparativo atualizado com as taxas dos principais bancos brasileiros para financiamento imobiliário, veicular e empréstimo pessoal.

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Panorama das taxas de juros em 2025

As taxas de juros praticadas pelos bancos brasileiros em 2025 refletem o cenário macroeconômico atual, fortemente influenciado pela taxa SELIC definida pelo Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central. Além da SELIC, fatores como inflação, risco de crédito do tomador e concorrência entre instituições financeiras determinam as taxas finais oferecidas.

É fundamental entender que as taxas divulgadas são valores de referência. A taxa efetivamente contratada depende da análise individual de crédito, do relacionamento com o banco, do valor da entrada (para financiamentos com garantia) e de outros fatores específicos de cada cliente.

Abaixo, apresentamos um comparativo detalhado para as três principais modalidades de crédito: financiamento imobiliário, financiamento de veículo e empréstimo pessoal.

Taxas por modalidade de crédito

Financiamento Imobiliário

Taxas anuais médias para financiamento de imóvel residencial

A Caixa Econômica Federal continua oferecendo as menores taxas para financiamento imobiliário, especialmente pelo programa Minha Casa Minha Vida.
BancoTaxa anual
Caixa Econômica9,49%
Banco do Brasil9,89%
Itaú Unibanco10,49%
Banco Inter10,90%
Bradesco10,99%
Santander11,49%

Financiamento de Veículo

Taxas anuais médias para financiamento de carro ou moto (CDC)

As taxas de veículo são significativamente maiores que as imobiliárias por conta do prazo mais curto e da depreciação do bem.
BancoTaxa anual
Banco do Brasil17,90%
Bradesco18,50%
Caixa Econômica18,90%
Itaú Unibanco19,20%
Santander19,90%
BV Financeira20,40%

Empréstimo Pessoal

Taxas anuais médias para empréstimo pessoal sem garantia

O empréstimo pessoal possui as maiores taxas por não ter garantia real. Considere alternativas como consignado ou crédito com garantia de imóvel.
BancoTaxa anual
Caixa Econômica24,90%
Banco do Brasil26,50%
Nubank27,90%
Itaú Unibanco28,90%
Bradesco29,50%
Santander30,90%

* Taxas consultadas em fontes públicas dos bancos e no Banco Central. Valores de referência, sujeitos a alteração sem aviso prévio. A taxa final depende da análise de crédito individual.

O que determina a taxa de juros que você vai pagar?

Taxa SELIC

A SELIC é a taxa básica da economia e serve como referência para todas as outras. Quando o COPOM aumenta a SELIC, os custos de captação dos bancos sobem e as taxas de financiamento tendem a acompanhar. O inverso também é verdadeiro: SELIC em queda geralmente resulta em crédito mais barato.

Perfil de crédito

Seu score no Serasa/SPC, histórico de pagamentos, renda comprovada e tempo de relacionamento com o banco são analisados. Clientes com bom histórico e conta salário no banco podem conseguir taxas até 2 pontos percentuais menores que a taxa padrão.

Tipo de garantia

Financiamentos com garantia real (imóvel ou veículo) têm taxas menores porque o banco tem uma segurança adicional em caso de inadimplência. O empréstimo pessoal, sem garantia, é o mais caro. O consignado, com desconto em folha, oferece taxas intermediárias.

Concorrência

A competição entre bancos tradicionais, digitais e fintechs tem contribuído para a redução das taxas em algumas modalidades. Pesquisar e comparar propostas de diferentes instituições é uma das formas mais eficazes de conseguir melhores condições.

Como a SELIC impacta cada tipo de financiamento?

A relação entre a SELIC e as taxas de financiamento não é linear, mas existe uma correlação forte. Veja como cada modalidade é afetada:

Financiamento imobiliário

É o menos sensível à SELIC no curto prazo, pois grande parte dos recursos vem da poupança (cujo rendimento é regulado). Porém, quando a SELIC fica muito alta por períodos prolongados, os bancos reduzem os recursos disponíveis para crédito imobiliário e as taxas sobem. Quando o financiamento é atrelado ao IPCA ou à poupança, a SELIC influencia indiretamente.

Financiamento de veículo

Moderadamente sensível. As taxas de CDC geralmente acompanham os movimentos da SELIC com um delay de 1 a 3 meses. A competição entre bancos e financeiras ligadas a montadoras também ajuda a moderar os repasses da SELIC para o consumidor final.

Empréstimo pessoal

É o mais sensível à SELIC. Como não há garantia real, as taxas incluem um prêmio de risco significativo. Quando a SELIC sobe, o custo de captação dos bancos aumenta e esse custo é repassado integralmente (e às vezes com margem adicional) ao empréstimo pessoal.

7 dicas para negociar melhores taxas de juros

A taxa oferecida pelo banco não é definitiva. Com a estratégia certa, você pode conseguir condições significativamente melhores:

1

Pesquise em pelo menos 4 instituições

Nunca aceite a primeira oferta. Quanto mais propostas você tiver em mãos, maior seu poder de negociação. Use nosso simulador para comparar rapidamente.

2

Leve propostas concorrentes ao seu banco

Apresente a proposta de outro banco e peça que cubram a oferta. Os bancos têm margem para reduzir taxas quando há risco real de perder o cliente.

3

Concentre seu relacionamento bancário

Ter conta salário, investimentos e cartão no mesmo banco aumenta seu poder de barganha. Bancos valorizam clientes com relacionamento completo.

4

Melhore seu score antes de solicitar crédito

Pague contas em dia por pelo menos 3 meses antes de pedir o financiamento. Atualize seus dados no Serasa e SPC. Score acima de 700 abre portas para as melhores taxas.

5

Aumente o valor da entrada

Para financiamentos com garantia, uma entrada maior reduz o risco do banco e geralmente resulta em taxas menores. Tente dar pelo menos 30% de entrada.

6

Negocie no momento certo

Final de mês e final de trimestre são períodos em que gerentes de banco têm metas a cumprir e podem estar mais dispostos a oferecer condições especiais.

7

Use a portabilidade como ferramenta

Mesmo após contratar, você pode solicitar portabilidade de crédito para outro banco com taxa menor. Só a ameaça de portabilidade já pode fazer seu banco atual reduzir a taxa.

Não compare apenas a taxa: olhe o CET

O CET (Custo Efetivo Total) é o indicador mais completo para comparar ofertas de crédito. Ele inclui todos os custos envolvidos na operação:

  • Taxa de juros nominal
  • Tarifas de abertura e manutenção de crédito
  • Seguros obrigatórios (MIP e DFI no caso de imóveis)
  • IOF (Imposto sobre Operações Financeiras)
  • Taxas de avaliação e registro
  • Outras despesas administrativas

Uma instituição pode ter taxa de juros baixa mas CET alto por cobrar seguros caros ou tarifas elevadas. Sempre solicite o CET antes de fechar negócio e compare este indicador entre as propostas recebidas.

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