Consignado CLT em 2026: Como Funciona o Crédito do Trabalhador e o Que Mudou
O consignado para trabalhadores de carteira assinada virou lei em 2026, com teto de custo e novas garantias com FGTS. Veja taxas, regras, quem pode contratar e como simular.

O Que É o Consignado CLT (Crédito do Trabalhador)
O Crédito do Trabalhador é o programa federal que levou o empréstimo consignado — antes restrito a servidores públicos, aposentados do INSS e empresas com convênio — a todo trabalhador com carteira assinada. As parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento via eSocial, com limite de comprometimento de até 35% da remuneração, e a contratação não exige convênio entre a empresa e o banco.
Os números explicam por que o programa virou o assunto do crédito no Brasil: desde o lançamento em março de 2025, já foram movimentados mais de R$ 117 bilhões em empréstimos, beneficiando cerca de 10 milhões de trabalhadores em mais de 20 milhões de contratos.
O Que Mudou em 2026
- Virou lei: o programa deixou de ser medida provisória, ganhando estabilidade jurídica e portabilidade ampla entre bancos
- Teto de custo (desde abril de 2026): o CET não pode ultrapassar 1 ponto percentual acima da taxa de juros mensal contratada. Só são permitidos quatro encargos: juros, multa/juros por atraso, tributos e seguro prestamista (este, apenas com autorização expressa)
- Novas garantias (desde 23 de junho de 2026): o trabalhador pode oferecer como garantia 35% das verbas rescisórias, até 10% do saldo do FGTS e até 100% da multa rescisória do FGTS — o que reduz o risco do banco e tende a baixar a taxa
- Contratação digital: o processo vai da simulação à assinatura de forma quase totalmente online
- Acesso ampliado: funcionários de pequenas e médias empresas agora conseguem contratar, não só de grandes empresas
Consignado CLT vs Empréstimo Pessoal
A diferença de custo é brutal. Enquanto o empréstimo pessoal sem garantia parte de 24,90% a.a. e passa de 30% a.a. em vários bancos, o consignado CLT opera com taxas tipicamente entre 18% e 24% ao ano — e a tendência é de queda com as novas garantias. Em um empréstimo de R$ 10.000 em 24 meses, a diferença entre 22% a.a. e 30% a.a. representa cerca de R$ 900 de economia em juros.
A comparação completa entre as modalidades está em Empréstimo pessoal ou consignado: qual é melhor? e o ranking de bancos em Melhores bancos para consignado em 2026.
Cuidados Antes de Contratar
- Desconto em folha é compromisso automático: a parcela sai do salário antes de você receber — planeje o orçamento com folga
- Garantia com FGTS tem custo real: em caso de demissão e inadimplência, parte do seu fundo e da multa rescisória pode ser usada para quitar a dívida
- Compare o CET, não só a taxa: mesmo com o teto novo, bancos diferentes cobram custos diferentes
- Cuidado com ofertas não solicitadas: golpistas se aproveitam da popularidade do programa; contrate apenas pelos canais oficiais do banco
Antes de fechar, simule no comparador de empréstimo pessoal para ter uma referência de mercado e negociar melhor. Se a Selic continuar caindo, as taxas do consignado tendem a acompanhar — veja o cenário em Selic em queda: o que fazer em 2026.